Senador do PL diz que partido nunca foi contra fim da 6x1
Domingos Sávio critica condução do debate em torno do tema e diz que PL já apresentou PEC para contrapor governo
Beatriz Nogueira
Deputado federal Domingos Sávio (PL-MG)
O senadoreleito por Minas Gerais Domingos Sávio (PL) criticou a condução do debate sobre o fim da escala 6x1, apesar de ter votado a favor da proposta na Câmara dos Deputados. Ele classificou a discussão em período eleitoral como uma estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT).
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Sávio argumentou que o Partido Liberal nunca foi contra a pauta, apesar de críticas ao projeto apresentado pelo governo. Em maio deste ano, o coordenador da campanha do candidato Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL), apresentou uma alternativa à proposta de redução da jornada de trabalho.
“Não tínhamos outra alternativa, já que nunca fomos contra. O PL votou a favor. Não vamos morder a isca do PT, não somos contra os trabalhadores”, declarou em entrevista ao programa Poder Expresso.
Além de considerar o debate uma ação eleitoreira, Sávio avalia que o texto da PEC não contempla as diferentes realidades econômicas do país. Para ele, a redução da jornada de trabalho deve exigir medidas complementares para compensar os impactos sobre empresas e outros setores da economia.
Entre as alternativas, o parlamentar mencionou a desoneração da folha de pagamento e a redução da carga tributária. Segundo ele, essas medidas poderiam ser adotadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
“Lula está desesperado e quer de qualquer forma ficar no poder e não tem tido qualquer critério de responsabilidade com o futuro do país”, afirmou.
Ao comentar os custos de políticas de desoneração, Sávio argumentou que o equilíbrio das contas públicas viabilizaria medidas de compensação às empresas.
Alternativa ao fim da 6x1
A iniciativa do senador Rogério Marinho (PL) prevê um modelo “mais flexível de contratação”, no qual o trabalhador poderia optar entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e uma modalidade baseada em horas trabalhadas.
A proposta é apresentada por seus defensores como uma forma de atender a preocupações de setores empresariais, inclusive representantes da indústria, do comércio e da agropecuária.
Pesquisadores do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avaliam que, enquanto a defesa do fim da escala 6x1 está associada à redução coletiva da jornada, à ampliação do tempo livre e à melhoria das condições de vida, a remuneração por hora e a definição individualizada da jornada podem aumentar a imprevisibilidade da renda.
Segundo essa interpretação, a instabilidade dos rendimentos pode dificultar o planejamento financeiro das famílias, afetar o consumo e produzir consequências para a proteção previdenciária dos trabalhadores.
Senador do PL diz que partido nunca foi contra fim da 6x1Domingos Sávio critica condução do debate em torno do tema e diz que PL já apresentou PEC para contrapor governoPolítica2026-10-14T23:40:51.033ZO senador eleito por Minas Gerais Domingos Sávio (PL) criticou a condução do debate sobre o fim da escala 6x1, apesar de ter votado a favor da proposta na Câmara dos Deputados. Ele classificou a discussão em período eleitoral como uma estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT). A PEC 221/2019 prevê a redução do limite semanal de trabalho de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, com a manutenção dos salários. O . 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Sávio argumentou que o Partido Liberal nunca foi contra a pauta, apesar de críticas ao projeto apresentado pelo governo. Em maio deste ano, o coordenador da campanha do candidato Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL), apresentou uma alternativa à proposta de redução da jornada de trabalho. “Não tínhamos outra alternativa, já que nunca fomos contra. O PL votou a favor. Não vamos morder a isca do PT, não somos contra os trabalhadores”, declarou em entrevista ao programa Poder Expresso. Além de considerar o debate uma ação eleitoreira, Sávio avalia que o texto da PEC não contempla as diferentes realidades econômicas do país. Para ele, a redução da jornada de trabalho deve exigir medidas complementares para compensar os impactos sobre empresas e outros setores da economia. Entre as alternativas, o parlamentar mencionou a desoneração da folha de pagamento e a redução da carga tributária. Segundo ele, essas medidas poderiam ser adotadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). “Lula está desesperado e quer de qualquer forma ficar no poder e não tem tido qualquer critério de responsabilidade com o futuro do país”, afirmou. Ao comentar os custos de políticas de desoneração, Sávio argumentou que o equilíbrio das contas públicas viabilizaria medidas de compensação às empresas. Alternativa ao fim da 6x1 A iniciativa do senador Rogério Marinho (PL) prevê um modelo “mais flexível de contratação”, no qual o trabalhador poderia optar entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e uma modalidade baseada em horas trabalhadas. A proposta é apresentada por seus defensores como uma forma de atender a preocupações de setores empresariais, inclusive representantes da indústria, do comércio e da agropecuária. Pesquisadores do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), avaliam que, enquanto a defesa do fim da escala 6x1 está associada à redução coletiva da jornada, à ampliação do tempo livre e à melhoria das condições de vida, a remuneração por hora e a definição individualizada da jornada podem aumentar a imprevisibilidade da renda. Segundo essa interpretação, a instabilidade dos rendimentos pode dificultar o planejamento financeiro das famílias, afetar o consumo e produzir consequências para a proteção previdenciária dos trabalhadores. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/senador-do-pl-diz-que-partido-nunca-foi-contra-fim-da-6x1
Limite sobe de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027, abaixo da inflação desde o último reajuste; texto também permite contratação de até dois funcionários