Análise: Flávio e Lula agora prometem prosperidade
Presidenciáveis incorporam discurso coach e lançam medidas pela prosperidade; não há garantia de que dará certo, mas a estratégia pode converter-se em votos

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fazem campanha em Santa Catarina. | Divulgação/Flickr Lula/Ricardo Stuckert -- Reprodução/SCC10
Rivais nas urnas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram a utilizar uma mesma estratégia de campanha: a promessa de prosperidade.
A palavra ganhou destaque nos discursos de campanha dos dois candidatos.
Flávio lançou o Ministério da Prosperidade, que será criado caso vire presidente. Enquanto isso, Lula anunciou nesta terça-feira (13) o Prospera MEI, conjunto de medidas para micro e pequenos empresários.
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Ninguém tem o monopólio da prosperidade. Mas pesquisas internas feitas pelos partidos mostram que a população almeja isso e que a política quer ser vista como um caminho, e não como um problema. É como prometer sucesso, fartura, desenvolvimento e bem-estar, de acordo com o significado da palavra no dicionário.
Em tempos de exibição nas redes sociais, tutoriais na internet e método coach, a busca pela prosperidade mexe com as emoções, é regada pelo imediatismo e por muito discurso.
A política tradicional sempre discursou, sempre prometeu, mas com foco em itens concretos, como emprego, casa, carro e eletrodomésticos. A prosperidade vinha como uma consequência inerente e nem precisava ser nomeada, ou era, de fato, um objeto concreto de desejo.
Agora, a política promete o ativo subjetivo de ser próspero, de evoluir. É sobre “chegar lá”, ainda que não tenha definido um plano estruturado.
Seja quem for eleito, será cobrado por isso.
























